Você pode se interessar quando eu falar sobre minha vida, você pode dizer que foi boa, pode dizer que foi chocante, pode dizer que foi confusa. Você pode achar o que for, mas provavelmente nunca verei seu rosto enquanto você lê, ou não saberei compreender suas reações quando te conto. Mas ainda assim me expresso.



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theme by sk8er-girl; detalhes por deslocado.

Entre todos os fenômenos que tem acontecido atualmente um que me chamou atenção esses dias é como as conversas casuais estão caindo em desuso. Em ambientes novos a técnica aparenta ser sentar em uma distância confortável da pessoa mais próxima, talvez dar um boa tarde, e ficar sentado olhando seu celular, mochila, ou qualquer coisa que não seja a pessoa ao seu lado. Entre os mais velhos, ainda há uma camaradagem mais frequente, risos, algo rápido em uma espera de hospital de alguém que provavelmente nunca mais será visto na vida, mas ainda sim é uma ótima companhia para aquela espera. Os seres humanos que observo aparentemente veem as conversas casuais com muito rigor, e são menos adeptos a ela. Alguns são ótimos tagarelas, outros devem ter um conceito muito estranho com o ser humano, sendo um deles só falar com outro ser se tiver uma razão muito específica e necessária para isso. Em alguns casos a conversa chega a ser tratado como algo assustador, até inacreditável. Se você sentar ao lado de uma garota hoje e perguntar se ela gostaria de companhia provavelmente seria algo muito estranho para ela, que olharia para você como se quisesse decifrar suas intenções, afinal, quem oferece sua companhia? Ninguém faz isso hoje em dia, o máximo permitido seria um “posso sentar aqui?”. Já se  você chegasse e se sentasse diretamente, em um local privado, e sentasse bem ao lado, uma postura desconfortável e um intenso olhar aos sapatos nada interessantes dela seria quase automático, além de remexidos na cadeira e um súbito interesse em olhar ao redor e para as outras cadeiras vagas. Aparentemente até hoje poucos perceberam que não precisa de nenhum grande motivo para uma conversa casual, não é paquera, não é interesse, uma troca de informação rápida e um passatempo seria um conceito mais ideal. As vantagens de diálogos rápidos vem desde risos, informações sobre o local onde você se encontra, entretenimento e até várias coincidências. Ao sorrir para a mulher do seu lado e conversar pode até descobrir que ela era a tia do seu amigo do outro lado da rua que você viu quando tinha 10 anos de idade, ou que já estudaram na mesma escola e até possuem alguma amizade em comum. Essa é a maior graça, nunca se sabe o que aquela pessoa poderá te dizer. Os grandes mestres das casualidades podem ter duas faces, de acordo com o tipo de pessoa que você for. Um dia desses em um médico, um homem com um problema na perna estava sentado ao lado e fez uma piada sobre a demora do atendimento na clínica, particularmente após conversas e risadas e um desejo sincero de que ele ficasse bom, ele saiu para o atendimento preferencial. Ele era um grande mestre casuálico, sabia a hora que se interpor, com o que brincar a partir do seu perfil, eximo dos novos ideais de conversa, um derivado dos tempos áureos da casualidade. Para mim, foi um ótimo momento, mas a senhora umas 3 cadeiras de distância parecia altamente incomodada durante toda a conversação, e olhou até aliviada quando ele foi embora. Esse é um típico exemplar de pessoa que odiaria que você sentasse do lado dela e provavelmente seu ciclo de amizades é equiparável a incapacidade de sorrir com alguém que se esforça para te fazer isso, ao contrário, considera um infortúnio alguém ser assim tão próximo dela. É claro, que para algumas pessoas, o mau humor é sempre a primeira opção, perturbar isso chega ao inescrutável. Devo dizer, que conversas levianas são completamente diferentes de conversas casuais. Enquanto um casal para e pode discutir sobre o almoço, a manteiga que irá comprar, sobre o porque que o carro deve ser limpo, porque todos sabem que se só jogar água, a poeira irá formar uma película ao secar. E principalmente que manteigas light reduzem o colesterol, que o político eleito é bonito e que o dia hoje está especialmente quente. Isso é o cúmulo do levianismo. A conversa casual já se estende para uma profunda  psicanálise da pessoa que a ocorre, em conversas casuais ou surgem amigos, ou apenas encontros. Em conversas casuais, protegidos pela falta de ciclos sociais comuns, pessoas propensas a conversar tendem a contar muito de suas vidas, principalmente algumas mulheres mais afetadas. Em uma cena comum, pode-se se entrar para pedir um café para uma faxineira, e se sentar ao lado dela alguns minutos poderá descobrir de seus filhos alcoólatras e sobre o pai dela que foi um grande professor, mas infelizmente faleceu há muito tempo. Como as casualidades se desenvolvem? É algo prático e sem muita dificuldade. Se algum fato do local onde está for dito, ou alguma dica foi dada; pode-se comentar algo sobre a informação recebida, assim continuar o assunto. Para um comum casualista, apenas “hmmm” “é mesmo?” “nossa, não sabia.” são grandes estímulos para que eles continuem uma dissertação sobre o local que esse teatro foi construído e suas finalidades, grandes peças que existiram, você como leigo poderia nunca saber e nem procurar sobre, ou até não ter o mínimo interesse, mas foi agraciado de saber disso na fila da bilheteria do espetáculo de ballet da sua filha no teatro da cidade. O mercado casual está caindo em desuso hoje em dia, devido a preferência por isolamento, alguns atuantes da área ainda tentam ocasionalmente contato, mas as chances de sucesso verdadeiro são ínfimas,um diálogo autêntico e cheio de trocas ficou preso a uma espera minúscula. As consequência da falta de casualidade vão além do incômodo de não poder olhar diretamente para as pessoas sem elas ficarem incomodadas e reduzir meu vocabulário as “palavras mágicas” da convivência respeitosa humana. A falta disso acarreta as bolhas sociais, exclusão e preconceitos. Pessoas de um grupo acabam ficando cada vez mais ligadas a eles e se relacionam com pessoas que em algum requisito se assemelhem ao grupo, sendo em aparência, adicção ou forma de pensar. Há uma ilusão de que devido a miscigenação e conteúdo variado nas tevês as pessoas deixaram essas esferas de lado. Mas o conhecimento das pessoas sobre as outras vem cada vez mais de teorias e aulas de filosofias com uma ementa bem dada e um horário certo, em assistir, em pensar pouco sobre o porquê as pessoas serem o que são. Nunca irão entender outro ser se não aceita-lo, se houver preconceitos o caso é ainda mais estúpido. Os grupos sociais são tão notórios que em cidades menores pelo jeito de uma pessoa é identificável de que escola ela pertence, ao olhar para alguém as pessoas deixam na cara que são rockeiras, religiosas, expressam isso. Os vídeos desenvolvidos atualmente de “pedimos para homofóbicos e gays se encontrarem”, “pedimos para desconhecidos se beijarem a primeira vez”, são umas mistura de fascínio pela psicologia ali expressa, e a gravidade que a falta de casualidade já foi atingida. Nervosismo básico, tudo bem, ao observar esses vídeos isso é o mais obvio ( como ser livre você pode claramente achar os vídeos em uma pesquisa google pelo que descrevi aqui). Algumas pessoas se aceitam, outras tem problemas, ouvir alguém não é ser disposto a entender. Se alguns homofóbicos mudam suas opiniões após conversar com gays, alguns nazistas secretamente ajudavam os judeus aos conhece-los, talvez todo o problema do mundo seja uma grande falta de saber o que dizer. ou melhor, como dizer. Talvez a melhor solução para os problemas internacionais fosse por todos os líderes em uma sala trancados, onde facilmente cada um seria identificado, parecendo que cada país de repente fosse uma pessoa extremamente confusa por deixar de ser uma porção de terra sobre uma placa tectônica e parecer subitamente como um negro, hindu ou mestiço brasileiro, E todas essas personificações, com suas diferentes línguas, jeitos, obrigados ali a conviver juntos, passando por uma grande confusão e procurando seus similares para se entender. Talvez depois de muito tempo, uma Cuba se sentasse ao lado dos Estados Unidos, próximo a uma máquina de refrigerantes, e ao perceber que eram tão iguais, todos com dois olhos, um nariz e uma boca por baixo, resolvessem conversar. E depois de uma boa troca de ideais, soubessem que as suas avós davam os mesmos conselhos, que o verão é melhor para viajar que o inverno, que seus cachorros na infância rasgaram suas tarefas e pudessem perceber o principal de tudo que falei; coca-cola combina demais com o comunismo.




Feliz dia do beijo, não comemorarei hoje com você, mas esse dia me ajuda a lembrar de uma história. Nosso primeiro beijo, bem singelo, um selinho no saguão de entrada do colégio, apressado porque minha mãe havia acabado de chegar para me buscar. E tive que te deixar, depois de um breve momento entre seu cheiro bom, sua camisa preta macia e seu gosto ainda desconhecido. No dia seguinte, quase não pude te ver, dia 13 de julho do ano passado. Acho que as pessoas foram muito “discretas” até nos deixar a sós, mas sou grata demais a elas. Ao conseguir, e ao te abraçar e te beijar foi algo que me sentir bem, leve, uma sensação tão boa. Nada como um beijo de paixão, não foi aquela coisa de filmes, tem toda aquela falta de jeito, aquele nariz grande, aquele quê de falta de ritmo e a sincronia, mas é algo que se consegue rápido, se conhece. A sensação de após um beijo, acomodar a cabeça no seu pescoço, aquela ansiedade de algo novo agora é o conforto de sempre ter seu abraço e te te adorar cada vez mais. Te amo e feliz 9 meses do dia do nosso primeiro beijo.


3 months ago · 0 notes · reblog this
indiretas: #hj 13 de abril #de 2014


A vida não devia ser feita em separar




Por favor, traga-me mais uma garrafa de vodka barata, pois em minha ressaca provavelmente nem me lembrarei do que me arrependi. E nem penso em acordar. Sem mistura alguma, onde um gole puro esquenta minha garganta e me faz sentir a pele queimar, onde eu realmente acredito que o mundo está girando, mas talvez rápido demais. Deve ter sido a uma, duas noites atrás talvez, nem me lembro mais. O que é que eu me preocupava tanto? agora me sinto bem, talvez o chão esteja parecendo ondular mas é só um pouco. Estou com vontade de fazer alguma coisa, eu devia correr, arranjar um papo com alguma garçonete desiludida com a vida enquanto meu copo enche-se e seca sem que eu perceba. Sabe, acho que sei porque as pessoas tem tanto medo do álcool, ele tira essas barreiras idiotas que as pessoas põe na mente, é essas barreiras. Ops, acho que derrubei alguma coisa, tem um garçom de paletó velho e surrado, ou um smoking, se abaixando e pegando algo do chão, ele me olha preocupado e pergunta se preciso de ajuda, digo que não, está tudo muito bem. Mas que será esse liquido quente escorrendo devagar pela lateral de minha panturrilha? Vou deixar isso para lá, agora sinto que posso divagar sobre o que quiser, disseram antes de eu sair de casa que as coisas eram perigosas, não vejo perigo algum. Ah, que tolice, deviam conhecer um pouco de liberdade, a liberdade falta, precisa muito até que as pessoas tenham coragem de adquirir algo de liberdade verdadeira, e eles a temem,tantos idiotas. Devo me levantar e ir ao banheiro agora, talvez algo entre a 10 dose tenha me feito um pouco mal, mas acho que sou bem resistente, engraçado, nunca me dizem que sou forte. Acho que só ouvi isso uma vez. Levanto, acho que minha perna esquerda está um pouco fraca, tudo bem, aguento. Dou um sorriso para o rapaz perto da entrada do banheiro feminino, ele me olha com um olhar estranho e não retribui, acho que as pessoas perderam um pouco da educação também. Eu queria que esses vozes na minha cabeça calassem a boca “você é tola  para fazer isso, não vê que está acabando com sua vida? você me decepciona”. Sabe o que me decepciona? A vida. As pessoas e esse mundo são muito decepcionantes. É, cansei de ficar sentada no sanitário desse banheiro moribundo depois de descobrir que o que havia na minha perna era sangue. Antes de sair, dou uma olhada rápida no espelho obscurecido, acho que estou muito bem parecida por fora com a minha mente. Queria ir para casa, mas não sei onde sei onde ela é nem quantos anos tenho, acho que deve estar perto de amanhecer, talvez alguém venha me procurar. Ou não virão, quem se importa? Eu não me importo mais. Acho que dancei um pouco, acho que alguém passou a mão pela minha bunda e agora estou em uma calçada tentando descobrir como parei aqui. Estou cansada, não deve ter mal passar um pouco de tempo aqui, minha vista está esmaecendo. Tem uns vultos em cima de mim, vestidos de branco, para onde eles vão me levar? Estou muito bem aqui. “Me deixem aqui”, tento dizer, mas acho que só saí um gemido da minha boca. Desisto de lutar, está tudo escurecendo demais ao meu redor. Só queria dizer para a tal de pessoa que rege a vida, vai se foder, cansei de jogar, me deixa descansar agora. Ai, tem uma picada no meu braço, as vozes estão cada vez mais distantes, e as da minha cabeça misturada com a de desconhecidos já nem são compreensíveis. E por agora, não sinto mais nada.




O que fazer agora? como será daqui para frente? qual a melhor decisão a ser tomada? o que escolher para a minha vida? Quem nunca se perguntou sobre isso? Todos passamos por momentos como esse, e as vezes nem conseguimos respostas, ficamos pairando apenas em pensamentos, covardes em tomarmos uma decisão, e o pior de tudo, é a decisão que garantirá a nossa vida… É preciso criar raízes, antes de ramos, saber realmente o que quer, conhecer por completo, criar e se descobrir, então, finalmente ser capaz de decidir o melhor para você, tendo fé, acreditando…
— (via perdidosnotempo)

8 months ago · 9 notes · originally from perdidosnotempo · reblog this


É porque você sempre me tem nas mãos. E me segura no olhar, e quando naquele momento sinto que o amor é uma verdade, parece utópico demais para acreditar. Sensação de pele contra a pele, me passa o calor. Sensação de lábios sobre lábios, me passa o fulgor. Horas de uma companhia necessária para me sentir mais completa, palavras ditas baixas em um silêncio para dois, e se nesse momento o eu te amo sussurrar  entre um abraço, é consumado o desejo de que nunca pudesse sair dali. Comodismo irrestrito, se a paixão faz o egoísmo de te usar para um sorriso. Eu gostaria de ser a mais egocêntrica e manter a inércia do momento, em deleite. Não venha me dizer que não combina, preto no branco, maravilhosa estampa. Tecendo por entre as  vinhas desse contemporâneo, sem saber para onde está indo, para onde estamos indo. Nunca se tem tanta certeza, mas se puder fazer da incerteza a fortuna, monsieur, acho que vamos jogar um jogo. Se me sinto perdida talvez esse seja apenas um labirinto por onde possamos nos guiar, quando a vida não se encaixa, talvez o quebra cabeças estava errado. Seja o rei de meu xadrez, a peça mais preciosa que eu poderia em meus desertos encontrar. E se depois de muitos devaneios incompletos, futuros recriados e todas as chances de um mundo á frente. Ah, eu me acho em teu corpo. Onde posso segurar, onde as batidas do coração soam como um relógio, onde o tempo passa e o dia vem passando com você nas mãos. 




Quando eu lhe dizia:
Eu me apaixono todo dia
E é sempre a pessoa errada.”
Você sorriu e disse:
"Eu gosto de você também.
Love In The Afternoon   (via meninofirework)

(Source: dozevezesmaisforte, via repouse)


11 months ago · 37 notes · originally from dozevezesmaisforte · reblog this


Ah minha nega, venha cá, cadê aquele riso no olhar? cadê sua sede de sonhar? sua facilidade de pensar? porque estás assim minha nega? Parece tão conformada com o pouco aquela que tanto almejava. Minha nega não sabe mais sambar? Nem rir da forma mais doce de amar? Eu sinto que as palavras dizem pouco, minha nega, que é bom só poraí andar. Mundo cruel, minha nega. Esse mundo que te impede de superar. Eu sei que você queria um colo minha nega e isso eu posso te dar. Mas que médico vai te curar? Aquele de coração só sabe bá-tum-tá, e aquele de cabeça ainda não encontrou meu orixá. Minha nega, minha louca senhora, saiba cuidar de si como dos outros sabe cuidar. Só você pode se recuperar, tenta aquela fé toda renovar. E eu vou estar aqui á cantar: “Oh, minha nega, minha nega, o que te espera longe lá? Minha nega, minha nega eu queria te encontrar”.




(Source: manic-s, via thethingsthewaytheyare)


11 months ago · 8,353 notes · originally from manic-s · reblog this


"Acanalho foi minina"

"Acanalho foi minina"


1 year ago · 1 note · reblog this